Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Na obra ``A República´´, do escritor grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de cidadãos incultos. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a fome e a desigualdade apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização de uma pólis ideal para Platão. Nesse sentido, esse panorama desvantajoso é fruto tanto da falta de saneamento básico, quanto da irresponsável aristocracia. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade do século XXl.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a corrupção deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nessa lógica, segundo o pensador empirista John Locke,`` o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população´´, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse contexto, devido à falta de atuação das autoridades na questão do saneamento básico, que dificulta a evolução social de uma população, e trás grandes riscos de saúde, principalmente no desenvolvimento de crianças saudáveis. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a irresponsabilidade aristocrática como promotor do problema. No filme O Poço´´, do diretor Galder, é revelada uma desumanização do mundo, em que ricos desfavorecem de forma brutal classes inferiores´´.  Em relação a esse pressuposto, atualmente muitas pessoas no Brasil sofrem com essa desigualdade e preconceitos, o que leva ao aumento de cidadãos desempregados e moradores de rua. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a aristocracia contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a corrupção, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido na circulação de bens e geração de milhões de empregos de várias áreas, por meio do Ministério da Economia, para que se aumente as taxas de país desenvolvido e industrializado, com a finalidade de minimizar a fome e a desigualdade entre as pessoas. Logo, atenuar-se-á, em longo prazo, os impactos nocivos da corrupção, e a coletividade alcançará a harmonia do livro de Platão.