Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/11/2020
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o protagonista goza de uma imagem extremamente otimista do Brasil que, na opinião dele, necessita de apenas alguns ajustes para tornar-se um nação desenvolvida. Fora da ficção, persistem mazelas que atrasam não só o desenvolvimento nacional, mas também a vida privada da população, dentre essas dificuldades destacam-se a fome e a desigualdade social no Brasil contemporâneo, que se prorrogam devido fatores sociais e, também, governamentais.
Primeiramente, é imperioso compreender a matriz social desse imbróglio. No livro “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, o autor busca demonstrar, por meio da mudança comportamental dos personagens, como o meio social em que o indivíduo está inserido é capaz de moldar o seu comportamento e pensamento. A partir disso, trazendo esse raciocínio para a realidade brasileira é possível entender o motivo desses problemas não serem impactantes à população, pois ela convive e observa tantos esses problemas e não os enxerga com a devida atenção que deveria ser dada e, por consequência, a desigualdade social e a fome se perpetuam no país.
Outrossim, é essencial considerar o despreparo estatal frente a essa problemática. A Constituição Federal de 1988 possui, como um dos seus fundamentos, a erradicação da pobreza e das desigualdades sociais. Dessa forma, a omissão do poder público diante desse impasse é gravíssima, pois contraria um dos maiores pilares e objetivos da república brasileira e, além disso, deixa boa parte da população marginalizada e sem acesso cultural, educacional e, principalmente, ao mínimo que um ser humano precisa, que é a comida. Diante de tudo supracitado, fica evidente a necessidade de combater as problemáticas apresentadas.
Depreende-se, portanto, ser mister iniciativas contra a desigualdade social e a fome no Brasil contemporâneo. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação, aliado à Secretaria Estadual de Educação de cada um dos Estados, poderia promover palestras, aulas e debates em escolas públicas e privadas, demonstrando, desde a tenra idade, os impasses causados pela desigualdade social, e ensinando esses jovens a como mudar esse panorama no futuro. Ademais, o Congresso Nacional, com sanção do Presidente da República , promulgaria uma lei visando aumentar o orçamento de pastas que diminuam as desigualdades e a fome, como a da educação e da saúde, oferecendo uma melhor amplitude cultural e social à população. Com a implementação de tais medidas, a fome e a desigualdade social seriam mitigadas, ou até erradicadas, melhorando a qualidade de vida de milhões de brasileiros, tornando o Brasil um país melhor.