Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

Segundo a escritora norte-americana Caroline Arnold, a chave para a transformação não consiste na celeridade, mas no progresso gradual de grandes mudanças. Neste seguimento, tal pensamento, embora fundamental, não é concretizado na prática, pois a persistência da fome e da desigualdade social carece de modificações, uma vez que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre não só pela negligência governamental, como também pelo despreparo social nesse âmbito. Dessa forma, é de extrema importância a discussão desses aspectos para o pleno funcionamento do país.

Primordialmente, é essencial pontuar a omissão estatal para combater a fome e a discrepância das classes sociais no século atual. De acordo com a filosofia aristotélica, o Estado será bom quando governado para o bem comum, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato advém, ora pela carência de infraestrutura social, ora pela escassez de emprego, medidas estas que possibilitariam maior desenvolvimento social e também geraria maior renda para a população, mas, devido à falta de disposição governamental, isso não é concretizado.

Ademais, é importante ressaltar a inaptidão comunitária para lidar com a falta de alimentação e desigualdade social, visto que o acesso ao aprendizado de qualidade enfrenta dificuldades. Conforme o educador e filósofo John Dewey, a educação qualificada é um processo social ao desenvolvimento, ou seja, o problema evidencia-se não só no precário ensino e incentivo de especialização de trabalho para população vulnerável, bem como a evasão escolar, que melhorariam a efetivação no mercado de trabalho. Sendo assim, uma mudança nos ensinamentos da sociedade será imprescindível para resolver o impasse.

Portanto, inferem-se novas maneiras para solucionar a fome e a desigualdade social. Logo, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de capital governamental, deve melhorar não unicamente a infraestrutura social e gerar mais empregos, acerca de uma forma sensata para combater a miséria, como também programas sociais e educacionais em centro comunitário com a cooperação de profissionais da área da educação, assim como melhores condições de vida à população, em prol de melhorias no apoio estatal, a fim de englobar todos a causa e atenuar o problema. Somente assim, se poderá alcançar o tão sonhado progresso de Carolina Arnold.