Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/11/2020
Segundo o economista Thomas Malthus, a produção de alimentos se desenvolve em progressão aritimética, enquanto a população cresce em progressão geométrica, o que geraria um quadro de calamidade em escala mundial em razão da fome . Contudo, a Revolução Verde, por conta da utilização de fertilizantes e pesticidas, permitiu com que a produtividade do campo aumentasse, tornando inválido a previsão do britânico. Entretanto, o problema da fome ainda é persinstente devido às desigualdades sociais e o descaso do governo perante os pequenos agricultores.
Diante deste contexto, as assimetrias socias estão historicamente presentes no Brasil, o que torna necessário a ocorrência de debates sobre esse obstáculo. Sob essa ótica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 13,1 milhões de pessoas estão desempregadas. Diante disto, essa problemática é fortalecida pela negligência governamental, haja vista que é decorrente do pouco investimento nas universidades públicas e a baixa atração de empresas estrangeiras. Dessa maneira, é inaceitável uma postura estática do governo no que tange esse contratempo, pois a falta de empregos impede o acesso da população mais carente aos produtos alimentícios, o que agrava o problema da fome, contrariando a Carta Magna, a qual garante uma vida digna para todos os cidadãos.
Outrossim, a negligência Estatal em relação à produção agrícola nacional é um empecilho que deve ser analisado. Sob esse viés, é de saber comum que o mercado interno de alimentos é abastecido pela agricultura de subsistência, ou seja, de pequenos proprietários de terras, os quais utilizam técnicas e aparelhos rudimentares. Neste sentido, seria racional pensar que o governo realiza um alto planejamento para esse setor, a fim de promover uma distribuição equitativa de alimentos para todo o território. Todavia, a realidade é o oposto do esperado, visto que os agentes públicos investem principalmente no complexo agro-industrial, o qual tem grande valor para o PIB brasileiro. Por consequência, o preço do alimentos se torna mais elevado, o que intensifica o índice de fome do Brasil.
Portanto, subterfúgios devem ser criados a fim de mitigar as desigualdades sociais e a fome. Para isso, é fulcral que o Ministério da Agricultura realize investimentos nos pequenos agricultores a fim de aumentar a sua produção. Isso pode ser feito, por intermédio da disponibilização de aparelhos modernos, com descontos consideráveis, parcelas acessíves e sem juros, para que se tenha uma diminuição nos preços dos produtos, o que favorece a população. Ademais, o Ministério da Economia deve atrair empresas estrangeiras, por meio de incentivos fiscais, como a insenção de impostos por certo período, com o intuito de aumentar a quantidade de pessoas empregadas. Dessa forma, com a Revolução verde e as medidades governais a fome poderá ser erradicada do Brasil.