Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Segundo o filósofo Karl Max, " a desigualdade está na relação desigual das forças". Dessa forma, a burguesia mais forte e dona dos meios de produção explora o trabalho do proletariado. Esse abismo social, nítido nas fábricas inglesas do século XIX, persiste no Brasil até hoje. Consequentemente, nota-se que a concentração de renda e o aumento da insegurança alimentar contribuem para o agravamento desse cenário.

Em primeiro lugar, verifica-se que a desigualdade tributária no país é uma das principais causas da problemática supracitada. Conforme estudos do Ipea, Instituto de pesquisa econômica aplicada, de 2011, mostra que quanto menor a renda do trabalhador brasileiro, mais tributos ele paga. Segundo o instituto, os 10% mais pobres contribuem para o Tesouro com 32% de seus rendimentos; enquanto isso, os 10% mais ricos, contribuem com apenas 21%. Observa-se, portanto, uma grande concentração de renda, resultado da diferença dos impostos cobrados.

Além disso, com a arrecadação brasileira concentrada nos bens e serviços a disparidade econômica só aumenta. De fato, a alta na inflação brasileira acarretou um aumento nos principais alimentos presentes nas casas brasileiras, arroz e feijão. Como consequência houve um aumento da insegurança alimentar no país. De acordo com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF)  do IBGE, entre 2017 e 2018, cerca de quatro em cada dez domicílios particulares sofreram com algum tipo de restrição alimentar, correndo maior risco de ficarem desnutridos e contrair vários problemas de saúde.

Dessarte, à vista dos argumentos supracitados é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar o panorama atual. Para isso, urge que o Congresso realize uma reforma tributária na qual haja um aumento dos impostos sobre a parcela mais rica da população. Com isso, a tributação também seria aplicada nas heranças, diminuindo, dessa forma, a concentração de renda no país. Assim, seria possível a diminuição do abismo social.