Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

No contexto da era modernista, Manuel Bandeira, escreveu “o bicho”, poema este que, ainda hoje, mostra-se essencial para explorar um dos maiores problemas sociais: a fome. Analogamente ao poema, nota-se que a fome e a desigualdade social no século XXI ainda é um dos desafios enfrentados pela sociedade. Seja pela má distribuição de renda, seja pela negligência governamental no que tange a perpetuação da problemática. Desse modo, é necessário que o imbróglio seja atenuado.

Em primeiro lugar, de acordo com a socióloga brasileira Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema de direitos igualitários para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. Contudo, a negligência governamental faz com que os direitos igualitários não sejam efetivados no combate à desigualdade social, visto que o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Sendo assim, é perceptível a ineficiência estatal diante do impasse.

Outrossim, é válido salientar os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os quais mostram que 1% mais ricos recebe 36 vezes mais que os 50% mais pobres. Além disso, a má distribuição de renda é consequência da instabilidade social a qual impede a atenuação da fome no país. Em virtude disso, cabe mencionar o direito à alimentação previsto no art. 6° da Carta Magna. Entretanto, é conspícuo que tal direito não faz-se presente em substancial parcela da população.

Portanto, para que o Brasil seja, de fato, uma sociedade livre e justa é preciso que os Poderes Públicos, como instância máxima governamental, em parceria com ONG’s, criem projetos, por meio de incentivos fiscais e distribuições de cestas básicas às pessoas em estado de vulnerabilidade a fim de que a negligência estatal não continue enraizada nas camadas sociais. Ademais, é papel do Ministério da Educação investir no processo educacional dos jovens com o intuito de mitigar a má distribuição de renda no país. Feito isso, o estado será uma nação justa e igualitária.