Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
Segundo o economista do século XVIII, Thomas Malthus, a população cresceria em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos se desenvolveria em progressão aritmética. Sendo assim, em alguns anos a capacidade de geração de alimentos seria insuficiente. Porém com a Revolução Verde, criação de várias tecnologias que permitiram o aumento da produtividade, a teoria Malthusiana não se concretizou. Entretanto muitas familias ainda enfrentam a fome e a desigualdade social no século XXI, no Brasil. Por causa de fatores como a concentração fundiária, causando uma série de problemas ao país.
Primeiramente, é preciso entender as causas da fome e da desigualdade social, para isso, é necessário analisar a história do país. Desde o período imperial, as terras brasileiras foram concentradas nas mãos de poucos indivíduos, o que não foi corrigido com a implantação da república. Desde então, os mecanizados latifundios monocultores, com produção voltada à exportação ocupam a maior parte do território, o que causa uma super lotação dos centros urbanos e aumenta a taxa de desemprego. Dessa forma, muitos indivíduos vivem em condições precárias abaixo da linha de pobreza, sofrendo com a fome e a desigualdade social.
Por conseguinte, é indispensável analisar as consequências desses fatores para o Brasil. De acordo com o IBGE, a concentração de renda aumentou em 2018, fato que está intimamente ligado a fome. Consequentemente problemas como esses trazem consequências desagradáveis para o país, como a paralisação do desenvolvimento, pois a precária educação não permite a formação de profissionais altamente qualificados, e uma lenta movimentação da economia, uma vez que, uma população não possui renda para suprir as necessidades básicas, também não terá condições de consumir outros bens de consumo. Sendo assim, essas são graves questões que precisam ser refletidas.
Em suma, é visto que é importante a resolução da fome e desigualdade no Brasil. Para isso, o Ministério da Cidadania juntamente com o Ministério da Agricultura precisam formular medidas para combater a concentração fundiária, como por exemplo a desapropriação de latifundios improdutivos e a distribuição do mesmo para familias de baixa renda, que tenham interesse nas práticas agrícolas. Outra medida que pode ser implementada é o incentivo, por meio de emprestimos com juros acessíveis, para indivíduos que queiram abrir o próprio negócio, incentivando assim a criação de novos empregos. À vista disso, a fome e a desigualdade social deixariam de ser um problema para a nação brasileira, e o país se desenvolveria, melhorando não só a economia como a qualidade de vida de todos os seus habitantes.