Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Após abandonar o modo nômade de viver , a relação do homem com a terra se tornou decisiva para o seu futuro. Terra, poder e abundância sempre andaram de mãos dadas e não é diferente na contemporaneidade. Entretanto , a ausência deles, dificulta a vida das milhões de pessoas que sofrem com a fome e desigualdade. Diante desse viés, é mister decifrar a triste problemática. Destarte, é cabível analisar as forças motrizes , que permitem sua ocorrência na realidade da sociedade brasileira.

A priori, é válido ressaltar que a fome é causa e consequência da desigualdade que existe durante anos e que a má distribuição de riqueza está entre os porquês do problema, pois o excesso de poder está ligado aos grandes empresários e agricultores que detém fartura em todas as áreas possíveis e assim como evidenciado na letra da música popular Xibom Bombom “o rico fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre”, há uma manutenção social responsável por manter pessoas em estado de miséria e fome, uma vez que essas não podem adquirir suprimentos, já que há um valor determinado sem considerar a situação dos mais pobres. Isso ocorre graças a um jogo de interesses econômicos em que os proprietários dos meios recebem muito, gastam pouco e assim mantém sua posição social. Esse quadro patológico promove uma chaga social que inviabiliza a instigação de um pleno estado democrático de direito e vai ao encontro de uma das faces mais perversas do país.

Outrossim, é possível afirmar que existe toda uma maquiagem por parte de empresários e líderes de alguns países de que a fome existe por falta de alimentos, uns utilizam até da teoria malthusiana para explicar a ausência de alimentícios na mesa do brasileiro. Sob tal óptica vê-se que a conjuntura degradante rompe com a realidade, pois além da criação da biotecnologia que trouxe avanços como o desenvolvimento de transgênicos, o Brasil é um dos maiores grandes produtores de alimentos e dessa forma, vê-se que a raiz do óbice está ligada ao terrível desejo de lucrar acima de tudo, uma vez que o país tropical exporta mais da metade de sua produção, um bom exemplo é a soja que serve de alimento para o gado na china. Além disso, os produtos que chegam na mesa do brasileiros são resultados de esforços de pequenos agricultores, que sem investimentos externos, não costumam utilizar de técnicas avançadas para potencializar o plantio, permitindo a falta de comida para algumas pessoas.

Infere-se, portanto, que os entraves devem ser superados. Assim, é imprescindível que haja ações do Ministério da Economia em conjunto ao MAPA, responsáveis por distribuir investimentos  para auxiliar financeiramente os pequenos produtores , a partir de um cadastro que pretende identificar essas pessoas e suas necessidades, que por consequência irão produzir mais e vender por um preço acessível, visando não prejudicar as exportações, mas retirar uma enorme parte da população da fome.