Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

A fome é um problema que segue a humanidade desde seu início. Sendo assim, os seres humanos, no passar da história, aprimoraram, em busca de suprir o déficit de alimentos, diversas técnicas para o aumento da produção alimentícia, como, por exemplo, a agricultura. Todavia, no século XXI, o que causa essa problemática não é uma quantidade de alimentos insuficiente e sim uma intensa desigualdade no recebimento desses alimentos.

Primeiramente, mesmo ainda existindo fome, há, segundo pesquisas, uma disponibilidade de alimento suficiente para alimentar, aproximadamente, três vezes toda a população global. A partir de tais dados, percebe-se que há sobra alimentar que, devido às desigualdades econômicas, não chegaria a população em estado de necessidade e que acaba, muitas vezes, colaborando para a obesidade de alguns mais enriquecidos ou até sendo desperdiçados em lixo, como apresentado no curta ilha das flores. Portanto, pode-se assegurar que a causa da fome na atualidade não é a falta de alimento propriamente dita.

Essa desigualdade gera, então, um ciclo de pobreza, logo insere mais pessoas em um ciclo de vulnerabilidade a fome, uma vez que dificulta o acesso a meios de ascensão social, mais enfaticamente a educação. Essa dificuldade provêm da necessidade do indivíduo em fase escolar se ver obrigado a ajudar a família, ao invés de estudar, para que esta adjunta a ele não caiam em situação de fome, além da educação pública ser de má qualidade, com professores pouco preparados e com os locais de estudo inadequados, se comparada com as instituições particulares. Dessa forma, aqueles em situação de vulnerabilidade a fome, na maioria das vezes, não conseguem fugir dessa situação e até podem recair a subnutrição como demonstra a música do Chico Science que diz “o de cima sobe e o de baixo desce”.

Por fim, conclui-se que a fome, no século XXI, a fome é um efeito e agravador da desigualdade social. Portanto, o Estado, em busca de resolver a situação e cumprir seu dever constitucional de proteger o direito à vida e à saúde da população — direitos ameaçados pela fome —, deve investir na melhora de programas de assistência social e da educação pública por via da melhora na capacitação de professores e aprimoramento dos ambientes de estudo. Assim, seriamos capazes de quebrar o ciclo supracitado e diminuir a desigualdade e logo a fome.