Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
A Revolução Verde renovou as práticas agrícolas permitindo um drástico aumento na produção de alimentos. No entanto, a fome ainda é presente em certas regiões, em que se destaca as áreas subdesenvolvidas e países em conflito interno devido a guerras. Tal problemática tem uma estreita relação com a cultura de uma determinada região e a distribuição de recursos por parte do Estado. Nessa perspectiva, a fome e a desigualdade social, no mundo, tem como principal causa a falta de educação e o descaso governamental.
Em primeiro plano, países com alto nível de educação apresentam baixos índices de subnutrição. O antropólogo Roque de Barros Laraia afirmava que a cultura condiciona a visão de mundo do homem, logo, uma sociedade com aparo educacional tem condições de cobrar o Governo para distribuir os recursos de forma correta, diminuindo a desigualdade.
Ademais, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) relatou o aumento da insegurança alimentar em países com conflito interno. A guerra na Síria acarretou um aumento de 33% da subnutrição local, a mesma porcentagem do Líbano, devido ao número de refugiados da sírios. Tal ótica permite afirmar que conflitos armados e Governos extremistas não corroboram para a extinção da fome no mundo.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para contornar a problemática. Destarte, com o intuito de mitigar o problema a Organização Universal dos Direitos Humanos (ONU) deve direcionar capital por intermédio da arrecadação de cada país para dar assistência a parte da população que sofre pela falta de alimentos. Além disso, é necessário que a mídia promova campanhas que estimulem a população a fazer campanha humanitária para orientar e ajudar esses cidadãos a sair da fome.