Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
O século 21,um período marcado após a revolução agrícola e a revolução verde, mas que a fome ainda persiste. A fome é uma consequência da desigualdade social e essa desigualdade é resultado da má distribuição de renda. De acordo com a ong britânica Oxfam os recursos acumulados por 1% da população mais rica irão ultrapassar a riqueza de 99% do restante da população. Esse dado dimensiona o problema atual, o sofrimento humano não deve ser ignorado para que alguns tenham muito e outros não tenham o mínimo.
O sistema capitalista é majoritariamente adotado pelos Estados, de acordo com Karl Marx “Os que no regime capitalista, trabalham não lucram e os que lucram não trabalham”, portanto a maioria da população trabalha para suprir parcialmente as necessidades básicas e não lucram. Além disso uma necessidade essencial é se especializar, pois as profissões que a população com menor poder financeiro se empregam, além de pagar pouco podem se extinguir por causa da revolução tecnológica, o que aumenta a concorrência pelos cargos restantes e a porcentagem da população adepta ao trabalho informal.
A fome ainda persiste por causa da desigualdade social que é catalisada pelo sistema capitalista, após as importantes revoluções agrícolas que possibilitou a mecanização do campo, o uso de defensivos e de plantas geneticamente modificadas que trouxeram um aumento de produtividade, esse aumento poderia erradicar a fome do mundo com os recursos atuais. No entanto o alimento é visto como uma mercadoria que deve ser adquirida pelo capital e não um direito garantido a todos.
Desse modo a médio prazo é necessário que o governo por meio do ministério de desenvolvimento social, possibilite que as pessoas se alimentem através de ações como o programa brasileiro bolsa família. Contudo, é necessário uma reforma do sistema político pelo poder legislativo, para que a distribuição de renda igualitária e leis que garantam a equidade dos grupos em outras categorias de desigualdade.