Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Surgiu, no século XX, a Revolução Russa. Manifestação essa que desejava a ascensão do proletariado no poder, ou seja, o Estado governado pela maioria da população carente. Porém, por se tratar de uma ordem nunca presenciada antes, acabou se transformando em um regime totalitário de opressão e fome. Esse relato, por mais que não tenha ocorrido na contemporaneidade, é continuamente visto na atual sociedade brasileira; fruto este, da falta de diálogo entre a alta e baixa classe econômica. O que gera, por consequência, uma enorme disparidade de acumulo de riquezas na população, ou seja, uns tem capital desnecessariamente alto enquanto outros não possui nem para as necessidades mais básicas.

Primeiramente, é importante analisar as causas e consequências do impasse. A princípio, devido ao processo de colonização iniciado em 1500, o Brasil é palco de inúmeras econômicas diferentes - como ouro, açúcar e café. Entretanto, algo é em comum, a grande parte do lucro é destinado aos poucos donos da produção, enquanto funcionários recebem apenas um valor fixo, que muitas vezes é precário. Por conseguinte, os ricos impõe o que desejarem e os pobres não têm nenhuma forma de contestação, já que isso nunca foi criado. O problema é que essa perpetuação faz com que famílias inteiras passem dificuldades graves, como a fome.

Seguidamente, também vale também destacar as consequências do empecilho. De acordo com o “IBGE” há aproximadamente 22% da população urbana e 40% rural passando fome, o que é um dado assustador sobre o que ocorre com o desnivelamento econômico. De acordo com Albert Camus, importante escritor francês do século XX, é necessário ter felicidade para ajudar o próximo, noção de existência para encarar as dificuldades. O que quer dizer que é necessário as populações em carência tenham felicidade para terem esperança e os que têm riquezas noção de existência para ajudar aqueles que não tem. Para isso é necessário que o estado intervenha e relacione as pessoas não por terem algo e sim por serem seres humanos.

Portanto, é mister que o Estado tome as devidas atitudes para amenizar o problema. Urge assim, que o Ministério da Economia, órgão responsável pela administração econômica do Brasil, articule uma nova frente informacional no país. Por meio de uma reunião com os principais mestres e doutores em economia de cada região, a fim de expor detalhadamente as dificuldades de suas localidades e articular uma nova frente que englobe todas essas diversidades; esta que será utilizada para estimular a igualização dos indivíduos. Para que, dessa forma, os índices de fome e desigualdade social diminuem no país.