Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
De acordo com dados do IBGE, o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Foram mais de 240 milhões de toneladas fabricadas em 2019, porém, mesmo com grande produção alimentícia, o problema da fome e desigualdade social está presente de forma complexa na realidade brasileira do século XXI e persiste devido a concentração da riqueza na mão de poucos.
Em primeira análise, grande parcela da população brasileira se encontra na pobreza e pelo menos 3% das pessoas têm insegurança alimentar grave, conforme mostra o resultado da última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ademais, destaca-se também como um empecilho na resolução desta problemática, o grande desperdício de alimentos. Segundo a FAO, organização da ONU que trabalha a questão da alimentação e agricultura, 1/4 do que é desperdiçado, conseguiria alimentar a população que passa fome e ainda sobraria comida.
Em segunda análise, conforme retrata o filme espanhol “O Poço”, as classes mais baixas, apresentadas na obra cinematográfica como níveis, são as mais prejudicadas quando se trata dos banquetes de comida que desciam pelo poço para alimentar os prisioneiros. É possível perceber no filme a questão da distribuição supracitada e a relação com a desigualdade social, visto que os níveis mais baixos são os que recebem menos alimentos, gerando hierarquias e distinção simbólica. Assim como fora da distopia, a ascensão social é descartada e esse cenário é passado de geração em geração.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Cabe ao Poder Público renovar programas que auxiliam na distribuição de renda e alimentos, como o Bolsa Família e Fome Zero, para que mais pessoas tenham acesso a diferentes oportunidades futuras como melhores empregos e condições de vida. Além disso, deve-se reforçar na mídia, por meio de campanhas a importância do não desperdício de comida. Só assim a fome e a desigualdade social no Brasil do século XXI será cessada.