Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
No filme “O poço”, uma cadeia vertical separada em níveis, os presidiários recebem comida por uma bandeja que parte do nível mais alto, onde se alimentam melhor, e desce para os mais baixo no qual a bandeja chega já vazia. Em alusão, a sociedade brasileira se porta de forma parecida, com uma distribuição desigual de renda e recursos, cujo o “nível” superior é privilegiado com o excesso e nos demais, socioeconomicamente abaixo, chega-se á miséria e fome.
Segundo um relatório de 2010 da ONU, a desigualdade social, se dá principalmente pela falta de acesso à educação de qualidade, e serviços básicos como saúde, moradia e saneamento. Contudo, ao analisar a situação do Brasil, pode-se perceber que a corrupção governamental, e a má distribuição se renda com salário mínimo insuficiente e injusto obstruem ainda mais o caminho ao combate à este problema.
Em 2014 o país saiu do mapa mundial da fome, mas em 2019 retornou à crise alimentar, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Por consequência, cresceu os índices de violência, marginalização e desemprego, visto que boa parte do sustento nordestino vem do turismo, e com a região sucateada e violenta, o turismo declina. Evidencia-se que o Governo e as autoridades não estão garantindo os direitos humano básicos universal, como acesso à educação, saúde e qualidade de vida.
O Ministério da Economia e demais governantes, trabalhem para reverter o quadro vulnerável em que o Brasil se encontra. Através de intervenção estatal na região mais afetada, fortalecendo e investindo nos programas sociais já existentes, como o “Bolsa Família” e o “Brasil sem Miséria”, pois estes são para resultado à longo prazo; e à curto prazo, exigir das empresas, salários mínimos suficientes para garantir os direitos básicos, como feitos em países Europeus. Além de maior fiscalização por parte da Polícia Federal e STF sobre os políticos, visando garantir o encaminhamento correto do dinheiro publico, para que assim, a sociedade possa se “horizontalizar” e reduzir a desigualdade social e a fome.