Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a fome e a desigualdade social apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto a má distribuição, quanto do desperdício de alimentos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a má distribuição de alimentos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, é evidente a desigualdade, pois dados do Ministério da Saúde em 2016 alegam que 18,9% da população brasileira estão obesas, portanto são pessoas que vivem em regiões economicamente privilegiadas, já nas pessoas subnutridas a conseqüência da falta de dinheiro e a ausência de comida causa a fome. Desse modo faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o desperdício de alimentos como promotores do problema. De acordo com o “Seminário internacional Européia”, Revelou-se que 41,6 quilos de comida são desperdiçados por pessoas a cada ano. Partindo desse pressuposto, mostra que o problema não está na falta de alimentos, assim apenas um quarto da comida já seria o suficiente para alimentar pessoas subnutridas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o desperdício contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter à situação. Com o intuito de mitigar a Fome, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em uma melhor distribuição de alimentos e de renda gerando mais oportunidades de emprego, e através palestras ou campanhas mostrar para a população as conseqüências do desperdício, além disso, estimular comerciantes a adotarem práticas que evitem perdas de produtos que podem ser consumidos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da fome e desigualdade, e a coletividade alcançará a Utopia de More.