Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Desde a República Velha, observa-se a pouca ou nenhuma preocupação do Estado em proporcionar o bem-estar social à população brasileira no que se refere à saúde e educação ideal. No cenário atual, essas práticas permaneceram, visto que o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo, afetando principalmente indivíduos de baixa renda. Dessa forma, faz-se urgente a criação de políticas públicas voltadas para o combate à desigualdade social.

Apesar de a Constituição Federal de 1988 assegurar o acesso a saúde, educação e cultura aos brasileiros, na prática é diferente já que grande parte dos cidadãos (principalmente das regiões Norte e Nordeste) sofrem com a falta de recursos para que esses direitos sejam cumpridos, como o acesso ao saneamento básico (incluindo água potável) além de escolas com ensino de qualidade, implicando na diminuição da expectativa de vida e aumentando a possibilidade em contrair doenças como a cólera e a desnutrição.

Por outro lado, as regiões Sul e Sudeste desfrutam de maiores infraestruturas dos mais diversos âmbitos, como o tecnológico, cultural e a melhor qualidade de vida. Isso ilustra como o país é, também, fisicamente desigual. Resultando na má distribuição de verbas e na segregação de oportunidades, concentradas em uma parte diminuta do território nacional.

Logo, para que essa dinâmica mude, é preciso que as regiões mais carentes tenham maior participação no cenário político do país, como nas Assembleias Legislativas ao elaborarem leis ou reivindicarem seus direitos. Ademais, com o repasse igualitário de verbas pela União, espera-se que a desigualdade social no Brasil diminua.