Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/11/2020
Durante toda a história da humanidade, a relação de poder entre as pessoas é marcada por uma pirâmide social e suas consequências. De acordo com historiadores, desde as civilizações mais antigas do mundo, já existiam fome e desigualdade social. Entretanto, é possível estudar a arqueologia e a história para compreender a dinâmica da sociedade e a partir disso, buscar meios e estatísticas para solucionar o problema nos tempos atuais. Logo, é imprescindível resgatar propostas antigas, desenvolver planos para diminuir a disparidade econômica e em decorrência disso, acabar com a fome ainda no século XXI.
Primeiramente, ao analisar as Capitanias Hereditárias no Brasil e o Feudalismo na Europa, depreende-se que sempre houve uma estrutura desigual em que os donos de terras possuíam o poder soberano de conduzir os trabalhadores mais pobres. Assim como, a distribuição de renda para o povo era feita de forma desumana, prepotente e injusta, ao ponto de reproduzir mais pobreza e cada vez mais desproporcionalidades sociais, ou seja, a maior parte do dinheiro e dos mantimentos ficava nos castelos com os poderosos e pouco era distribuído para a maior parte da população. Porém, dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e estatística) apontam que em 2019 quase 40% do país sofreu com algum tipo de incapacidade decorrente dos baixos índices de renda.
Em segundo lugar, de acordo com Milton Friedman ( Liberal e ganhador do Prêmio Nobel de Economia dos anos 1970), sempre existiu e sempre existirá desigualdade social em todos os tipos de governo e em todas as civilizações. Para o economista, há somente uma forma de diminuir as diferenças econômicas no mundo e é por meio de uma “Renda Básica Universal” e a desburocratização do estado, isto é, o governo garante um auxílio monetário mínimo para todos e proporciona melhores condições para que os menos favorecidos possam empreender, livres de impostos desnecessários e abusivos. Por conseguinte, a fome seria extinta gradualmente e a distância entre as pessoas tenderia a diminuir.
Diante disso, fica evidente que a carência alimentícia e a desigualdade social existem e devem ser combatidas. Com efeito, os principais responsáveis pela mudança são os governos dos países. Dessa forma, deve-se fazer uma análise historiográfica com o intuito de buscar informações relevantes, investir em uma renda mínima e necessária para que os mais pobres possam se livrar da fome, desburocratizar os estados para que todos possam ter o direito de empreender e aumentar o rendimento familiar e acelerar o processo para que isso seja efetivado o mais rápido possível. Logo, somente com políticas públicas será possível mudar o rumo da história e atender à população mundial.