Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
Em sua música “Pobreza por pobreza”, Luiz Gonzaga retrata a fome e a desigualdade do sertão, salientando o problema com o verso “Fome é a mesma fome que vem me desamparar”. Da mesma forma, fora da música, a situação da fome ainda é presente na vida de milhares de brasileiros e de todo o mundo. De modo que, a fome e a desigualdade estão diretamente relacionadas, e é necessário analisar tal situação e encontrar soluções para combatê-la.
Mormente, a revolução verde foi um movimento em que houve a mecanização no campo com o intuito de acabar com a fome mundial após a segunda guerra. Porém, os alimentos plantados acabaram sendo grande parte transformados em ração para gados, além de grande parte ser exportado para os Estados Unidos. Com isso, a fome no Brasil e no mundo ainda se encontra sendo um dos maiores problemas do séculos XXI, segundo a ONU, cerca de 700 milhões de pessoas estiveram em situação de fome em 2019, no total de um aumento de 10 milhões em relação ao ano de 2018.
Seguidamente, no livro “Vidas secas” do autor Graciliano Ramos, o personagem Fabiano encara a situação e a necessidade de sacrificar seu papagaio para servir de alimento para si e sua família. Além disso, é retratado a inveja que o Fabiano sente ao ver as riquezas do seu patrão Tomaz da Bolandeira, colocando assim, a desigualdade em evidência para os leitores, relacionando com a fome que o protagonista e sua família passaram durante sua vida.
Portanto, diante dos fatos apresentados, é necessário utilizar ferramentas para combater a fome e a desigualdade do Brasil. Por isso, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome junto com o Ministério da Cidadania, reforcem programas como Bolsa Família e o Zero Fome, tornando eles mais abrangentes e mais eficazes na vida dos brasileiros, com mais oportunidades e maior dignidade para a população. Desse modo, espera ser alcançado um país melhor, com menos fome e desigualdade, e que situações retratadas por Luiz Gonzaga e Graciliano Ramos, sejam cada vez mais raras.