Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/11/2020
Sobre globalização, a ONU e o Estado.
A construção das sociedades ao redor do mundo sempre fomentou a desigualdade social, desde a Grécia antiga com a distinção entre os que eram considerados cidadãos ou não, e até hoje com o massivo processo de favelização em regiões marginalizadas causado pela especulação imobiliária. Atualmente, o debates sobre esses contrastes se tornam cada vez mais evidentes pois a globalização coloca em visão panorâmica a dicotomia entre uma sociedade extremamente consumista que se contrapõe a miséria que atinge uma grande contingente populacional. Certamente, a fome e desigualdade no século XXI no Brasil, são resultado do grande acúmulo de capital das elites e a ineficácia das políticas públicas de respaldarem a população mais pobre.
A princípio, é preciso definir a concentração monetária como acúmulo excessivo de riquezas no poder de poucas pessoas, que acaba por favorecer abismos sociais e perpetuar o subdesenvolvimento de alguns grupos. Assim, tal problemática se torna maior pois segundo dados da ONG Oxfam, 46% dos recursos mundiais se encontram nas mãos de um quinto da população e isso atesta como consequência déficit habitacional, subnutrição, além de ausência de saneamento básico nas regiões mais pobres do globo, como o sertão nordestino. Desse modo, é perceptível que a extrema pobreza, advém da forma como os recursos são distribuídos: sempre a favorecer e manter as elites no poder e condicionar os que tem menos recursos a subalternidade e abaixo da linha da miséria.
Segundamente, é necessário entender a responsabilidade do Estado, na questão da fome e da desigualdade, pois somente ele pode garantir condições básicas de vida para a população. Pois, segundo a carta Universal de Direitos Humanos da ONU, toda pessoa tem direito a uma vida digna que possa-lhe assegurar saúde, alimentação e segurança pública, mas no Brasil muitas vezes esses direitos não são efetivos quando percebe-se que até 2014 o país estava no Mapa da Fome no mundo. Logo, é perceptível que se o poder público fosse eficiente no cumprimento de politicas públicas de moradia e desse apoio a agricultura familiar de subsistência, a vida da população seria realmente melhorada.
Ademais, é preciso que o Governo Federal junto com o Ministério Público, cumpram a reforma agrária proposta na Constituição de 1988 por meio da imposição de multas severas a quem descumprir. Com o intuito de, promover a redução da desigualdade e da fome por possibilitar assentamentos familiares e pequenas policulturas, beneficiando a população mais pobre na finalidade de mudar estruturalmente a sociedade brasileira do século XXI e propiciar um futuro melhor para as próximas gerações.