Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/11/2020
Segundo os Art. 17º e 25º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, respectivamente, toda pessoa tem direito à propriedade, privada ou coletiva e nível de vida suficiente para que possa viver com saúde, bem-estar, acesso a alimentação, vestuário, assistência médica e outras áreas sociais básicas. Contudo, atualmente, no Brasil, grande parte da população não se vê assistida pelo Estado em relação aos direitos básicos que deveriam ser assegurados por ele.
Inicialmente, em 2014, o Brasil se viu fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), quando o indicador " Prevalência de Subalimentação", que mede através de alguns fatores o progresso ou regresso da região, constatou que o país estava abaixo do índice de subalimentação. Porém, em 2020, logo após a pandemia mundial do novo Corona vírus, muitos brasileiros perderam seus empregos e o país está, novamente, no risco de retornar para o Mapa da Fome, segundo o economista chefe do escritório brasileiro do Programa Mundial de Alimentos da ONU, o que só salientou ainda mais a discrepância social entre a minoria que detém bens e a maioria que possui pouca renda em suas mãos.
Ainda, com a crise que se instaurou no país, o crescimento do desemprego fez com que a renda mínima da população baixasse ainda mais, dificultando o acesso dos brasileiros a saúde, moradia e alimentação, e mesmo com o Auxílio Emergencial, de seiscentos reais garantidos pelo Governo, muitas famílias passam por dificuldades. Não obstante, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em março deste ano, a população em situação de rua chegou a marca exorbitante de mais de 200 mil pessoas. Mas, ao passo que a população se viu sem assistência, apenas sendo esquecida pelos poderes públicos, o número de imóveis abandonados no país também cresceu, o que significa que essas pessoas poderiam ter seus direitos básicos garantidos.
Dessa forma, fica explicito que algo deve ser feito à respeito da fome e da desigualdade social no Brasil. Com o objetivo de sanar essa problemática, o Estado em conjunto com o Ministério da Cidadania deverão estabelecer políticas públicas que garantam as condições básicas. À respeito do desemprego, fome e desigualdade social, os órgãos deverão elaborar parcerias com empresas privadas e programas ligados a empresa pública Municipal ou Estadual a fim de estabelecer uma renda fixa para as pessoas, lhes garantindo acesso a saúde, educação e alimentação. Já em relação à moradia, desapropriar prédios e residências abandonadas, ao propósito de realocar essas pessoas para que possam iniciar a reestruturação de suas vidas, ainda sob assistência governamental, são as ações que podem minimizar as questões supracitadas.