Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 18/11/2020

Ao afirmar “se queres prever o futuro basta estudar o passado”, o filósofo chinês Confúcio fez, de certa maneira, uma comparação entre o passado e o futuro. De fato, ele estava certo, pois a problemática que envolve a fome e a desigualdade no Brasil não é um problema atual. Prova disso é que, desde a colonização portuguesa, o Brasil tem sido forjado e construido aos moldes da desigualdade por uma parcela minoritária. Assim como, hodiernamente, as adversidades ainda persistem, seja pela falta de um sistema público educacional exemplar, seja pela falta de um sistema de distribuição de renda eficiente, que visa aquecer a economia e acabar com a fome.

Em primeira análise, vale salientar que o sistema público educacional brasileiro tornou-se ineficiente e está sucateado, causando, consequentemente, a perpetuação da desigualdade social no Brasil. De acordo com Paulo Freire, filósofo brasileiro, uma sociedade sem educação de qualidade é uma sociedade condenada ao fracasso, isso porque, para ele, só a educação pode ser usada como ferramenta transformadora. Logo, conclui-se que a educação está diretamente ligada com a desigualdade social de um país e que para amenizar a distorção da sociedade deve-se, indubitavelmente, investir na educação e num quadro de ensino eficaz.

Ademais, outro problema que se estende desde a era colonial é a famigerada fome dentre a sociedade, causada, principalmente, pela falta de um programa de distribuição de renda social eficiente no Brasil. Segundo Bismarck, ex-chanceler alemão, a falta de políticas públicas é a arte do impossível. Logo analisando seu pensamento, pode-se afirmar que com a falta de um programa social de qualidade no Brasil a solução fome é quase que uma utopia, visto que para isso, um programa que distribua a renda de forma justa contribuiria para com a sociedade carente e colocaria comida na mesa do cidadão que vive na extrema fome e pobreza.

Portanto, em detrimento dos fatos supracitados, urge que medidas sejam adotadas pelo estado para que tal problemática possa ser revertida. Dessa forma, o Governo deve fazer, juntamente com o Ministério da Educação, uma reforma no sistema educacional, por meio de verbas oriundas da União, aderindo a todas escolas salas com computadores e internet para facilitar a democratização e a qualidade do ensino. Deve, também, reformular e reestruturar o bolsa família, para aumentar o valor pago, que seria viabilizado através de investimentos do Governo, e, por fim, facilitar o acesso ao benefício, contratando voluntários que saia às ruas para realizar cadastros, para que o fim da fome no Brasil possa ser algo real e não mais uma utopia