Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/11/2020
O filme de ficção, “O Poço”, disponibilizado pela Netflix, traz uma temática sobre um sistema prisional vertical, distribuído em níveis. Há uma plataforma que desce uma vez por dia com um grande banquete, logo, o primeiro nível recebe toda a comida, e o último sobrevive com o resto dos outros, e nenhum nível tem contato com o outro. Exemplificando a fome, a desigualdade social e seus problemas na sociedade contemporânea. Sendo assim, é necessário avaliar a concentração de renda nas mãos das camadas mais ricas e a desnutrição, principalmente em países africanos.
A priori, a alta concentração de renda causa uma disparidade social entre países e continentes, trazendo vários problemas, como, pobreza generalizada, fome, epidemias, entre outros. O que é corroborado por uma pesquisa feita pela Oxfam, uma ONG britânica, onde os recursos acumulados pelo 1% mais rico irão ultrapassar a riqueza dos outros 99%. Sendo assim, com o mapa do Produto Interno Bruto (PIB) disponibilizado pela Globo Wealth em 2013, os países com a maiores riquezas ficam principalmente na Europa Ocidental, Norte América e Oceania, indicando claramente a desigualdade entre esses locais e outros do mundo, como por exemplo a África.
Outrossim, a história da partilha da África no neocolonialismo e sua tardia independência dos países europeus, não facilitaram seu desenvolvimento, pois são países alarmantes em relação à fome, epidemias e conflitos internos. Portanto, segundo a ONG Ação Agrária Alemã, esse continente possui os maiores Índices Globais de Fome do mundo, os mais graves sendo o Burundi e Eritreia. Entretanto, a maioria dos países vivem da agricultura, mas para exportação, ou seja, enquanto sua população morre desnutrida, eles vendem alimentos para países mais desenvolvidos economicamente, como China e Estados Unidos. Logo, é preciso mudar a realidade desses países explorados até o momento.
Em suma, é mister haver mudanças nas atitudes dos governos e organizações sobre o assunto. Portanto, para diminuir a alta concentração de renda, é necessário que haja um forte investimento sobre os países em crescimento, sendo feita por outras nações, de ONG’s e da própria ONU, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), levando tecnologia e capacitação para que eles consigam crescer. Além disso, em relação à fome, não só na África, mas em vários países com o mesmo problema, as mesmas instituições citadas anteriormente, juntamente com os governos locais, devem transferir recursos para uma distribuição de alimentos para a população, fornecer subsídios para pequenos agricultores familiares, diminuir as tributações sobre alimentos para as regiões mais necessitadas e combater fortemente a concentração de terras. Dessarte, a diminuição da disparidade social e da fome, já são grandes passos para um mundo mais igualitário e justo.