Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 18/11/2020

A fome e a desigualdade social caminham juntas e submetem muitas pessoas à condições precárias de vida. Tal fato é mais evidente em países subdesenvolvidos, onde muitos indivíduos vivem abaixo da linha da pobreza, passando por situações extremas, para atender seu único objetivo que é sobreviver. Tal quadro é refletido pelo personagem Fabiano no livro vidas secas, o qual contraria seus princípios e se alimenta de seu papaguaio para sobreviver. Apesar desse ato ser julgado por muitos como bárbaro, é o que muitos tem que fazer para tentar sobreviver com o pouco que lhes é proporcionado, devido à grande concentração de recursos que torna o mundo tão desigual e acentua a pobreza e a fome.

Cabe destacar que o período da colonização brasileira foi marcado fortemente pela escravidão e concentração de recursos pelos aristocratas. Após a abolição da escravidão, não foram realizados programas de inserção desses cidadãos no mercado de trabalho, o que contribuiu para a segregação desses indvíduos, os quais se estabeleceram nas periferias, vivendo em condições insalubres e sem emprego, fato que acentuou e propagou as desigualdades sociais. Pesquisas indicam que o número de pessoas sem alimentos suficientes na cidade de São Paulo atingiu 820 milhões em 2018, o que demostra como a desigualdade de antigamente ainda é uma realidade e gera pobreza e fome no país.

Adjacente a isso, a Revolução Verde surgiu com o objetivo de produzir mais alimentos para se combater a fome. A proposta de produzir mais alimentos foi atendida, mas o combate a fome não ocorreu, porque mesmo com o aumento da oferta, ela continuou concentrada nos países que a produziram. Tal fato contribuiu para as altas taxas de obesidade e o grande desperdício de comida encontrado nesses locais, enquanto nos países mais pobres as pessoas passam pela fome e desnutrição, a qual poderia ser combatida somente com a comida desperdiçada nos países ricos.

Portanto, é evidente que a desigualdade social, a fome e a pobreza estão correlacionadas e são mals que permeiam a sociedade, submetendo muitas pessoas a condições extremas para tentar sobreviver. Visto isso, o Governo Federal deve reduzir as desigualdades, por meio do investimento de parcela do dinheiro público em programas governamentais, que visem fornecer recursos básicos as populações mais carentes, como moradia, saneamento e alimento. Além disso, deve-se criar empregos para que esses indivíduos consigam sustetar essas novas condições e não retornem para a pobreza. Ademais, a ONU como orgão internacional, deve realizar um acordo com os países desenvolvidos para que eles calculem a taxa de desperdício de alimento no seu país, reduzam-a, e essa parcela recuperada deve ser redirecionada para os países pobres por meio de doações para combater a fome.