Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 17/11/2020

Crescimento Populacional: Causa ou Consequência de Desigualdades?

No século XX, surge o Neomalthusianismo, logo após o fim da 2ª Guerra Mundial, justifica a fome, consequência da desigualdade social, com o aumento populacional que pressionando os recursos naturais impossibilita o crescimento econômico. O Neomalthusianismo pode explicar o porquê mesmo com tantas tecnologias e cientificismo ainda estamos longe de diminuir a desigualdade e, consequentemente, a fome ainda no século XXI: a pobreza.

Com o advento de mais uma revolução industrial, dessa vez tecno-científica na metade do século passado, a produção no campo aumentou. A produção agrícola cresceu, porém nem todos dessa população tivera, ou têm acesso ao dinheiro que possibilita a compra desse alimento. A desigualdade está intrinsicamente ligada a fome. Não temos como combater esta sem que não resolvemos aquela.

Para o Reformistas, críticos dos Neomalthusianos, o crescimento populacional é consequência e não causa da pobreza. Eles propõem que o Estado melhore a qualidade de vida através de acesso à educação e mudanças no padrão de consumo, diminuindo a desigualdade, por conseguinte a fome, em longo prazo.

Deve-se notar então que ambas teorias demográficas focadas na questão de alimentação populacional têm pontos que devem estimular o Brasil que, por exemplo, havia saído do mapa da fome em 2014, mas retornou em 2020 após tetos de gastos sociais e uma pandemia. É preciso uma mudança no acesso à educação pública de qualidade, colhendo os louros a longo prazo, porém atreladas a políticas públicas volvidas na diminuição das desigualdades e fome como o kit merenda escolar, mesmo que o aluno esteja estudando presencialmente em uma escola para que não se alimente apenas na escola, e o bolsa família, que ajudou a ter comida na casa de milhares de brasileiros e fez o Brasil sair do mapa da pobreza em 2014.