Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 17/11/2020

O diário “Quarto de despejo”, da Carolina Maria de Jesus, retrata as adversidades que ela, como favelada, enfrentou durante seus dias, principalmente a fome, que era sua sombra. Após décadas desse acontecimento, a fome e a desigualdade social ainda são vigentes, potencializadas pela negligência Estatal, causando consequências nefastas para o indivíduo.

Em uma primeira análise, cabe abordar que a desigualdade social é inerente ao capitalismo. De acordo com Marx, a origem desse problema é a divisão de classes, pois quem detém os meios de produção (burguesia) explora o trabalho da classe proletária, que sofre pelo abismo que possui entre esses dois grupos. Assim, para boa parte da população, a fome acaba sendo uma dura realidade, pois não possuem condições nem para se alimentar e são privados desse direito que, em tese, a Constituição Federal de 1988 garante.

Outrossim, a desigualdade social impede o pleno desenvolvimento das capacidades pessoais, muitas vezes, destruindo as chances das pessoas de ascender socialmente e desfrutar dos bens e serviços sociais existentes. Nesse sentido, a concentração de renda é gritante no Brasil, enquanto pouquíssimos indivíduos possuem um capital imenso, milhares de brasileiros não têm dinheiro para ter uma vida minimamente digna, sendo fruto de um mundo egoísta e injusto.

Portanto, medidas urgentes e eficazes devem ser tomadas com intuito de minimizar essa discrepância social, que  prejudicam o desenvolvimento do país como um todo. Desse modo, cabe ao Governo Federal renovar programas que auxiliam na distribuição de renda e alimentos, ampliando o número de beneficiados em programas como o Bolsa Família, para que possa aumentar a qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, é importante parcerias público-privadas para a oferta de cursos profissionalizantes para quem não possui condições, de modo que facilite a entrada no mercado de trabalho e uma melhoria de vida.