Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 06/12/2020

Durante a Revolução Francesa em 1789, o lema: “Liberté, Egalité, Fraternité”, foi usado para encorajar a população francesa a lutar pela destituição do poder absolutista, afim de colocar um fim nas mazelas que a população sofria diariamente. Entretanto, ainda na contemporaneidade boa parte da população mundial está exposta a uma serie de calamidade pública. Diante disso, é crucial que se discuta a cerca da fome e desigualdade social no século XXI, afim de sanar essa problemática, visto que ela persiste na realidade brasileira devido não somente a falta de emprego ou má distribuição de renda, mas também a falta de investimento em áreas sociais.

Tal conjuntura se deve ao fato de que a maior parte do lucro do país, está concentrado na mão de pouquíssimas pessoas, e em conjunto com a escassez de investimento em políticas públicas, faz com que grande parte da população não tenha acesso à saúde, educação, alimentação, e inclusive à água potável. Essa má distribuição de renda dificulta a possibilidade desses indivíduos marginalizados, ascenderem socialmente e assim poderem sair do quadro de pobreza extrema. Visto que, atualmente cada vez mais o mercado de trabalho exige uma maior qualificação de trabalho, restando assim, muitas vezes trabalhos braçais para essa parcela da população que não teve acesso a educação.

Além disso, é importantíssimo salientar que a economia é movimentada pela classe trabalhadora que é parcela da população que têm um poder aquisitivo menor, ou seja, esses problemas sociais são de extrema relevância para toda a sociedade brasileira. É notório que a fome no Brasil é mantida por esse quadro de desigualdade social existente, sendo que segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, é assegurado a criação de politicas públicas que visem fornecer e garantir a seguridade social de cada indivíduo. Logo a perpetuação dessas mazelas se configura um ato inconstitucional, pois não disponibiliza ferramentas para  que esses cidadãos marginalizados saiam da situação de extrema pobreza possibilitando assim uma melhor qualidade de vida.

Por tanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse da fome e desigualdade social, como por exemplo a criação de politicas públicas eficazes pela três esferas do Poder Público- Poder executivo, Judiciário e Legislativo- que visem buscar equidade social estabelecida pela Constituição Federal de 1988, fornecendo meios para que essa parcela da população ascenda socialmente  e assim possam sair do quadro de vulnerabilidade social. É importantíssimo também que a máquina pública invista em educação, saúde e saneamento básico, garantindo assim que esses cidadãos tenham suas necessidades básicas atendidas. Pois, de acordo com  Nelson Mandela, um grande líder na luta contra o “Apartheid”, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”