Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 18/11/2020
O livro “Quarto de Despejo” da autora Carolina Maria de Jesus é um diário baseado em fatos reais que retrata de maneira sofrida as várias vezes em que ela conseguia comprar somente um pão para dividir com seus filhos. Análogo ao livro essa realidade é presente no mundo, principalmente no Brasil. Com isso, a desigualdade social gerada pela falta de políticas públicas culmina na fome e miséria enfrentada pela sociedade.
Em primeira análise, a Revolução verde permitiu a invenção de sementes e práticas agrícolas que teve por consequência a produção alimentícia em grande escala. Entretanto, a fome está relacionada com a má distribuição, visto que o baixo poder aquisitivo de diversas populações e a localidade influenciam na disponibilidade e compra do alimento. Assim, existem alimentos para todos, mas só alguns possuem acesso.
Em segunda análise, a Carta Magna promulgada em 1988 no Brasil assegura que todos os cidadãos tem direitos iguais. No entanto esse preceito não é legitimado na prática, visto que lugares periféricos, por exemplo, necessitam de assistência, principalmente na alimentação, pois a desnutrição infantil ainda é uma realidade no país, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Logo, a desigualdade social está ligada a fome, e a ausência de políticas governamentais permitem a agravação do quadro.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Para a erradicação da fome, urge que o Ministério da Saúde em parceria com o Sistema Único de Saúde crie, por meio de verbas governamentais, um projeto que auxilia na alimentação da população, disponibilizando conceitos fáceis e baratos, como por exemplo: hortas, sugerindo também alimentos de alto valor nutricional, ademais disponibilizar também uma renda extra para a compra dos alimentos básicos. Somente assim, será possível a erradicação da fome juntamente com a diminuição da desigualdade social.