Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 20/11/2020
No filme brasileiro “Cidade de Deus”, é retratado a vida de Buscapé, um jovem negro e pobre que vive em uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro. Durante o filme, nota-se a pobreza das pessoas que ali vivem, enfrentando problemas de fome, desemprego etc. Este cenário também se repete na realidade, na qual diversas pessoas passam por isso diariamente no mundo todo. Tal problemática se dá em virtude da estigmatização e preconceito imposto por gerações na sociedade e aos antecedentes históricos de diversos povos, envolvendo desde a colonização até os dias atuais.
A fome é um inimigo que a humanidade enfrenta desde os primórdios. Em países do continente africano e asiático são mais expressivas as quantidades de pessoas que encaram a extrema pobreza e diversos problemas que vêm junto com esta, como doenças, ausência de saneamento básico e água potável, entre outros. Segundo a FAO, no período de 2017 a 2019, só no Brasil, 43,1 milhões de pessoas não possuem segurança alimentar e cerca de 3,4 milhões de casos mais severos, além de ter declarado que cerca de 26% da população mundial enfrenta o mesmo problema em pleno século XXI.
Ademais, no tocante à desigualdade social, também não é um problema recente, tendo seu ápice nos tempos em que as grandes potências mundiais do século XIII e XIX exploravam os recursos das terras africanas, o que influenciou diretamente na atualidade, visto que, de acordo com a ONU, a maior parte dos países com baixo IDH e maior índice de desigualdade estão na África. Dado isso, pode-se citar o Brasil, que é o 7° país na lista de maiores índices de desigualdade. Segundo o IBGE, metade dos trabalhadores com renda menor que um salário mínimo e foi considerado um dos países com as piores desigualdades de rendimentos do mundo, tendo como principal fator, a falta de capacitação profissional.
Portanto, para que o problemas de fome e desigualdade social no século XXI sejam dissolvidos, é necessário que, a ONU, como uma organização universal, incentive a doação de uma porcentagem pequena da renda de pessoas com maior poder aquisitivo por meio de campanhas, seja na TV, revistas, ou até mesmo nas redes sociais, com o intuito de ajudar as pessoas carentes que não têm condições de manter uma alimentação. E no quesito da desigualdade, cabe aos governos dos países que enfrentam esses índices expressivos, criar ou ampliar os programas de capacitação profissional para pessoas que não possuem ensino superior, por exemplo no Brasil, seria ampliar o SENAI, o que fará com que essas pessoas que recebem bem abaixo do estimado, passem a receber uma quantia suficiente para garantir uma melhor qualidade de vida.