Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 23/11/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante que todo cidadão tem direito à vida digna. Apesar disso, no século XXI, a fome e desigualdade social continuam presentes na realidade brasileira. Isso decorre do sistema econômico capitalista, que incentiva as discrepâncias sociais. Em decorrência disso, essa problemática diminui as oportunidades para os indivíduos das classes mais baixas, o que cria um ciclo de pobreza. Logo, medidas interventivas se fazem necessárias.

Em primeira análise, é válido ressaltar que o sistema econômico vigente é uma das principais causas para a fome e a desigualdade social. Sabe-se que a ideologia capitalista se baseia na maximização de lucros. Ou seja, no intuito de aumentar seus ganhos, aqueles que detêm o capital precisam manter seus custos produtivos no mínimo. Dessa forma, os salários pagos à classe trabalhadora tendem a se manter no nível mais baixo possível. Ademais, um relatório do Estado da Insegurança Alimentar e Nutricional no Mundo, estima que quase 690 milhões de pessoas passaram fome em 2019 (um aumento de 10 milhões em relação a 2018 e de aproximadamente 60 milhões em cinco anos). Tal dado descortina a realidade da população mundial, e mostra o quão prejudicial para o desenvolvimento da sociedade, má distribuição de renda pode ser.

Em virtude desse cenário, as classes mais baixas tem menos oportunidades, o que gera um ciclo de pobreza. Desse modo, é nítido que os membros da elite podem proporcionar uma boa educação, alimentação e saúde para seus filhos, principalmente pela possibilidade de pagar por esses serviços. Entretanto, grande parte da população não tem condições financeiras para usufruir desses fatores, o que favorece que aqueles que nasceram em famílias pobres, tenham mais dificuldades para ascender socialmente. Desse modo, a miséria se torna cíclica, e sem políticas públicas eficazes, tende a perdurar.

Em síntese, é possível concluir que a fome e desigualdade social continuam presentes na realidade brasileira. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania, responsável pela áreas de esporte, cultura e desenvolvimento social, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, criar programas sociais, como oficinas educativas e culturais. Essa medida tem o intuito de dar mais oportunidades e uma melhor visão do futuro para a população empobrecida do país. Ademais, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Senado, transformar o antigo Programa Fome Zero em parte da legislação. Essa ação tem o intuito de combater a fome e as suas causas estruturais, que geram a exclusão social e para garantir a segurança alimentar dos brasileiros.  Assim, com a junção dessas providências, espera-se melhorar a situação atual do Brasil.