Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/12/2020
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante aos indivíduos a saúde, o lazer e a alimentação. Contudo, o cumprimento desse exercício tem se mostrado falho no que tange o cotidiano da sociedade brasileira. Nesse sentido, surge a problemática da fome e desigualdade social no século XXI a realidade do país, seja pela falta de recurso, seja pela concentração de renda, dessa feita, é imperativa a ampliação de ações para mitigar tal impasse.
Em primeira análise, cabe ressaltar a escassez financeira que impede o fomento alimentar e as consequências advindas disto. Exemplo disso é visto no livro “ Vidas Secas ”, de Graciliano Ramos, o qual retrata a personagem Fabiano, sertanejo e retirante, que, em situação de extrema miséria, mata Baleia, sua cachorra de estimação, para saciar a fome sentida por ele e pela família. Paralelo à ficção, na vida real, a pobreza atinge latino – americanos, como, exemplifica dados da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepa), em que, mais de 20% da população, não possui estabilidade financeira – o que compromete a compra de suprimentos – resultando na fome, e oriundos desta, por exemplo, a desnutrição.Logo, medidas são necessárias para atenuar essa situação.
Em segundo plano, o acúmulo de capital por uma mínima parcela da população corrobora para o desequilíbrio econômico vigente. No documentário “A Globalização Vista do Lado de Cá”, com Milton Santos, o geógrafo retrata as mazelas vividas pelas pessoas na periferia após serem marginalizadas pelos ‘’ricos’’ , que, segundo a ONG Britânica Oxfam, não chega a 1% da população. Por consequência, essa concentração monetária, além de excluir a população, priva – a de gozar de direitos essenciais como o saneamento básico – água e tratamento de esgoto – o qual, em falta, acarreta na proliferação de doenças como a febre tifoide, além de provocar outras pelo contato com a água contaminada, tal qual a cólera – diarreia grave – que leva à convulsões se não tratada. Assim, deve-se instituir ações para diminuir essa conjuntura.
Evidencia-se, portanto, que a fome e a desigualdade são fatores a serem combatidos. Dessarte, urge ao Poder Público investir mais em programas sociais, como o Bolsa Família, com maior parte de verba, adquirida pelo Governo, a fim de gerar valores que possam custear a sustentação alimentar das famílias, minimizando os problemas da fome. Ademais, o Governo Federal, deve colaborar financeiramente, com agências reguladoras infranacionais, para que estas promovam saneamento básico aos segregados, para deixa-los mais seguros e inclusos, reduzindo a contaminação. Assim, respeitar-se-á execução dos direitos da Constituição.