Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 07/12/2020
São Tomás de aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com mesma importância. Porém, a questão da desigualdade social e a prevalência da subalimentação contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, segundo a Cepal (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), mais de 71 milhões de indivíduos sofrem as consequências do revoltante desequilíbrio econômico e social existente no século XXI , encontrando-se em pobreza extrema ou indigência . Dessa forma, esse panorama nefasto ocorre não só em razão do legado histórico, mas também devido a insuficiência das leis.
Em primeiro plano, a herança histórica apresenta íntima relação com a existência desse cenário. Pois, de acordo com Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, a fome e desigualdade mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas ao passado brasileiro, onde a assimetria sempre esteve presente na sociedade, haja vista a relação entre nobreza e os escravos. Logo, é mister uma reconfiguração das políticas públicas atuais , para que um mundo igualitário deixe de ser uma utopia. Outrossim, a ineficiência legislativa ainda é um grande impasse para resolução da problemática. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 garante a integridade dos seres vivos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente na garantia da igualdade social e direito à alimentação, contanto que o problema continua atuando fortemente no contexto atual, visto que, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem mais de 13 milhões de pessoas no auge da pobreza. Assim, a lei sendo enfraquecida ,dificulta-se a resolução desse impasse mundial.
Portanto, medidas são necessárias para alterar esse quadro. Como solução, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do ministério público federal será revertido para a criação de restaurantes públicos espalhados por todo o Brasil , destinados a indivíduos que mais sofrem com a fome, por meio de profissionais da culinária e nutricionistas , Ademais, nesses estabelecimentos devem ser empregadas pessoas de baixa renda , que sofrem com a desigualdade social, além disso, o refeitório deverá servir todas as refeições diárias baseadas numa dieta rica em todos os nutrientes, com o intuito de diminuir gradativamente a subnutrição e a desigualdade social garantindo, assim, os direitos constitucionais existentes na legislação de 1988. Em suma, a partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.