Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/12/2020
Na obra “Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, é contada a história de Fabiano e sua família, os quais migram pelo sertão fugindo da fome e da miséria. Fora da literatura, apesar de o Brasil ter saído do mapa da fome em 2014, essa ainda é a realidade de muitos brasileiros. Nesse sentido, pode-se afirmar que a desigualdade social e a crise econômica que assolam o país são fatores que possibilitam o agravamento da questão.
Mormente, é fulcral pontuar às discrepantes diferenças sociais ao longo do território nacional. Apesar de o país possuir uma vasta área fértil, o capitalismo proporciona à privatização de tudo, inclusive dos alimentos, tornando-os inacessíveis a muitos cidadãos. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo o ser humano tem o direito à alimentação. No entanto, os altos preços dos produtos alimentícios permitem que o direito garantido por lei permaneça apenas no papel, viabilizando que às refeições dignas fiquem retidas apenas nas mesas dos que possuem poder de compra.
Outrossim, é indispensável afirmar que a grave crise econômica acentuou às taxas de pobreza e de desemprego no país. Conforme o site “Eco Debate”, o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirmou que morrem 6 mil pessoas anualmente por desnutrição no Brasil. Dados como os supracitados são reflexos da falta de postura governamental, no que concerne à criação de medidas para barrar a crise estrutural que afeta à população. Assim, os altos índices de desemprego representam o crescimento da taxa de pobreza que, por sua vez, resultará na fome de milhares de pessoas.
Depreende-se, portanto, a necessidade de soluções para sanar a problemática. Em princípio, é fundamental que a Secretária de Segurança Alimentar crie um projeto que possibilite a redução dos preços dos produtos alimentícios, por meio de parcerias com super e hipermercados, visando assegurar uma alimentação digna a todos os cidadãos. Ademais, é essencial que o Governo Federal produza cursos profissionalizantes voltados para as pessoas de baixa renda, por intermédio de um projeto de lei - votado e aprovado na Câmara do Senado-, objetivando introduzir essas pessoas no mercado de trabalho, e garantindo a elas um salário para o sustento de sua família. Somente assim, os alimentos estarão presentes nas mesas de centenas de " Fabianos".