Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 28/12/2020

Em primeiro plano, é válido ressaltar que a negligência do poder público é um causador do problema. De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, no livro Modernidade Líquida, Instituições Zumbis são aquelas que deixam de cumprir seu papel social. Nesse sentido, é notório que o Ministério da Cidadania é uma dessas instituições, pois tem a função de promover uma vida digna a todos os cidadãos brasileiros.Contudo, o que ocorre é o investimento mínimo em políticas públicas que objetivam acabar com a problemática- como a distribuição de cestas básicas, parcerias com empresas alimentícias, para que haja a doação do excedente, entre outros. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, em média, 15 pessoas morrem, por dia, por conta da fome. Logo, enquanto o descaso estatal for a regra, a fome será a realidade.

Outrossim, é lícito postular que a distribuição desigual da renda impulsiona esse revés. A esse respeito, é pertinente evidenciar o discurso do pai do liberalismo econômico Adam Smith, o qual afirma que o principal alvo do sistema capitalista é o lucro. Sob esse viés, percebe-se que empresas do ramo alimentício, agricultores e vendedores de alimentos cobram preços excessivos pelos produtos com o único objetivo de acumular capital. Por conseguinte, a parcela da população que não dispõe de recursos financeiros não consegue comprar os intens básicos para a sua alimentação. Diante dessa perspectiva, é fulcral a reformulação dessa postura.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para que haja a mitigação da fome no Brasil. A princípio, a fim de erradicar a fome e reduzir o desperdício de alimentos, o Ministério da Cidadania deve fazer parcerias público privadas com supermercados, restaurantes, entre outros, com o objetivo de insentivar a doação de alimentos de boa qualidade que seriam desperdiçados. Para isso o governo deve oferecer benefícios fiscais - como a redução de impostos- a essas empresas.