Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 24/12/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 ONU – assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto dessa narrativa, uma vez que há um crescimento exponencial nos índices da fome no Brasil. Esse cenário é fruto tanto da negligência do Estado quanto da assimetria socioeconômica.
Primeiramente, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas efetivas para coibir a fome no país. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, o Poder Público é responsável por gerenciar as questões que envolvam a sociedade, todavia, não é esse o panorama vivenciado. Além disso, a região Nordeste é a localidade mais atingida pela desigualdade alimentícia no Brasil, por conseguinte, expondo as mazelas da fome na união. Prova disso estão nos dados divulgados pelo site “Toda Matéria”, os quais revelam que em média 60% da população do Maranhão passa por dificuldades para se alimentar.
Em segunda instância, é imperativo ressaltar a má distribuição de renda entre as classes como promotora do problema. Conforme o IBGE, cerca de 1% dos brasileiros concentra mais de 30% de todo o capital do Brasil. Ademais, esse quadro expõe a divergência econômica no país, por conseguinte, atingindo diretamente as classes pobres. Tal fato é mostrado pelo IBGE , o qual afirma que mais de 10 milhões de residências brasileiras se caracterizam pela escassez de comida.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para conter essa problemática. Logo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Agricultura, seja revertido em um maior investimento nos produtos transgênicos, por meio da produção em massa de alimentos geneticamente modificados, com isso, tornando mais fácil a distribuição de alimentos aos brasileiros mais carentes. Dessa forma, espera-se amenizar a fome no Brasil.