Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 28/12/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, a alimentação é um direito inalienável de cada cidadão brasileiro. Porém, fundamentada pelas desigualdades sociais, a fome atinge milhões de brasileiros e descumpre um dos princípios fundamentais da carta magna do Brasil.

Em primeiro plano, evidencia-se que o princípio fundamental para a existência da fome no Brasil e no mundo é a desigualdade social. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a produção mundial de alimentos é suficiente para suprir todas as pessoas que habitam na Terra. Desse modo, é possível perceber que as desigualdades provocadas pela má distribuição de renda é a grande causadora da falta de alimentos a alguns grupos.

Outrossim, é imperativo pontuar que a fome presente na sociedade brasileira é uma afronta ao direito inalienável de cada cidadão à alimentação de qualidade. Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), a fome afeta cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil. Em síntese, a persistência da fome e a inércia das autoridades brasileiras representam um claro desrespeito à sociedade, às instituições do Brasil e, sobretudo, à Constituição Federal.

Fica claro, portanto, que, provocada pela persistência das desigualdades sociais, a fome presente no Brasil é uma grave violação aos direitos de cada brasileiro. Logo, cabe ao Poder Legislativo (órgão federal responsável pela criação das leis) a tarefa de aprovar emendas à Constituição que aumentem o valor mensal pago às famílias contempladas pelo programa Bolsa Família, a fim de tirar muitas famílias de situações de pobreza extrema e garantir o alimento na mesa de cada brasileiro.