Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 10/01/2021

A obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, ilustra a vida de uma família pobre lutando pela sobrevivência em terras secas do sertão. Sem dúvidas, o autor descreveu a realidade de milhões de famílias que enfrentam a fome e desigualdade social da qual continua eminente no século XXI. Deste modo, é preciso que haja mudanças efetivas para que assim ocorra resultados significativos na sociedade.

Em primeiro lugar, entender as raízes do problema se torna fundamental. Em 1800 com a chegada da família real, altos impostos foram taxados à população para que assim a família pudesse manter seus padrões de luxo. Por conseguinte, a aquisição de terras e bens, favoreceu apenas aos mais ricos. E, também se torna notório mencionar, após a abolição da escravidão, sem recursos e renda, os escravos agora libertos, tiveram que encontrar formas de moradia e alimentação – surgindo assim, as casas aglomeradas em terrenos de risco.

Darwin, em sua teoria sobre a sobrevivência, confirmou que apenas os indivíduos mais fortes perduram. Assim, podemos fazer uma alusão ao ser humano, da qual sem os recursos básicos, não conseguirão resistir. Em contrapartida, o Governo elaborou incentivos para minimizar esta realidade, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Fome Zero e Bolsa Família. Entretanto, não basta apenas dar alimento e dinheiro para as pessoas, é necessário democratizar ensino de qualidade e oportunidades no mercado de trabalho, tornando assim, indivíduos independentes.

Hobbes defendia a ideia de Ordem e Progresso, portanto, é dever do Estado garantir terrenos seguros, incluindo água potável e tratamento do esgoto, aos mais vulneráveis. Posteriormente, criar leis e incentivos à indústria para não cobrarem valores exorbitantes na alimentação. Para O Ministério da Educação, fica a missão de elaborar subsídios e parcerias com o ensino privado, para popularizar conhecimento e equidade social. Assim, o país avançará para atenuar as divergências e um dia poder erradicar fome e desequilíbrio coletivo.