Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/01/2021
O filme Parasita narra a história de duas famílias: uma que se encontra em condições miseráveis e que sempre sofre pela sua humilde casa inundada quando chove, e outra extremamente rica que considera uma benção as chuvas que nunca afetam sua luxuosa mansão. Nesse contexto, depreende-se que, assim como na ficção, a desigualdade social, possuidora como uma de suas consequências, a fome, é um dilema que urge sua supressão, mesmo que paulatina.
Em primeiro lugar, é coerente a compreensão de que a discrepância social está estritamente conectada com a subnutrição populacional. Prova disso se estabelece por meio de dois fatos: o Brasil entrou para a lista dos países inseridos no Mapa da Fome, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU). Simultaneamente, a mesma nação é uma das maiores exportadoras de alimentos do mundo, segundo o Ministério da Agricultura. Depreende-se, consequentemente, que a indiferença do Estado pela população carente é a gênese para a desigualdade social e, por conseguinte, para o aumento drástico do cenário de fome no país.
Em segundo lugar, é imprescindível fundamentar a tese de que a negligenciação do governo brasileiro é presente e há como dever ser abolida. Exprime-se tal asserto com base no conhecimento do direito à alimentação de todos os cidadãos brasileiros existente na Constituição Federal. Contudo, não há exerção dessa garantia, uma vez que o país encontra-se com cerca de 10,3 milhões de pessoas em condição de fome, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Portanto, é essencial que o Estado passe a desenvolver medidas que superem essa injusta realidade.
Em síntese, a realidade de pobreza extrema, assim como encenada em Parasita, é o duro cotidiano de milhões de brasileiros. Dessa forma, urge que o Ministério dos Direitos Humanos, responsável por promover a proteção dos cidadãos desamparados do país, financie um novo projeto, similar ao Bolsa Família, que auxilie as populações de desproteção econômica. A ação deve ser exercida por meio de verbas arrecadadas por uma determinada porcentagem dos impostos pagos pela população, assim como deve ser realizada a fim de garantir integralmente o direito à alimentação para todos e eliminar a situação de fome na nação.