Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 02/02/2021
Historicamente, a desigualdade social assola diversas populações à nível mundial. No Brasil, o direito à alimentação está garantido na Constituição Federal de 1988. No entanto, recentemente, o país voltou a fazer parte do mapa da fome de acordo com o relatório da ONU (Organização das Nações Unidas). Ademais, o desperdício e o desemprego em meio a pandemia do novo corona vírus intensificaram essa problemática. Em um cenário marcado por várias crises , é preciso que a sociedade e o Governo auxiliem para a redução das diferenças sociais.
Outrossim, o descarte de alimentos pelos restaurantes, supermercados, domicílios e lavouras da nação equiparam-se aos hábitos dos países ricos. Segundo a Organização Observatório do Terceiro Setor, cerca de 2,3 bilhões de toneladas de perecíveis vão para o lixo. Além disso, 41 mil toneladas de comida são jogadas fora por dia enquanto uma em cada nove pessoas passam fome no país, conforme o WFP (Programa Mundial de Alimentos). Assim, é fundamental que todos os setores evitem o desperdício e garantam a solidariedade aos que mais necessitarem.
Apesar da flexibilização das medidas adotadas para o combate a pandemia de Covid-19 e o efeito sazonal de fim de ano, especialmente no comércio, no terceiro trimestre do ano de 2020 ,32,2 milhões de brasileiros brasileiros estavam subutilizados e o número de desempregados chegou a atingir 14,6% da população. Mas, essa taxa pode beirar os 16% em 2021. Para o FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), na média anual, o índice ficará em 15,6%.
Logo, para reduzir esse desafio, o Governo poderia aumentar o número de restaurantes populares de modo a assegurar aos menos favorecidos alimentos a baixíssimo custo e políticas de incentivo ao emprego nas empresas públicas e privadas com a atenuação da rigidez das leis trabalhistas. Os empresários poderiam criar políticas de reaproveitamento de alimentos bons para o consumo. Além de incentivo do Poder Público nas escolas e nas mídias contra a cultura do consumismo.