Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 17/03/2021

Perante as grandes problemáticas sociais que perduram na história, podemos facilmente pontuar a fome e a desigualdade entre as principais e certamente mais alastradas por todo o mundo. Sendo assim, é nítido o conforto que a parcela da sociedade isenta destes males propaga, tornando as realidades mais dissimétricas as menos conscientizadas. Analogamente, com as vastas estatísticas mundiais de mortes infantis provocadas pela fome, a população imune a isto, tenta persuadir a ideia de que, tais tragédias ocorrem pela falta de suprimentos, quando na realidade, as próprias estatísticas demonstram a falta de distribuição como a raíz dessa adversidade. Portanto, tal pauta transparece urgência por ser tão frágil.

De fato, todas as sociedades, mesmo após diversas transformações até o atual século revelam gigantescas disparidades nas qualidades de vida entre grupos. Assim sendo, é perceptível a permanência dos grupos com maior influência e ascensão social em lugares de privilégios que os afastam da concepção de realidade e das perspectivas para melhoras eficazes a fim de conquistarmos maiores equidades. Aliás, pode-se associar uma citação de Nicolau Maquiavel para destacar este cenário já que este diz “é um vício comum a todos os homens, o não se importar com a tempestade no perdurar da bonança”. Portanto, ressaltar a carência de percepção e ação da população como um dos grandes fatores que levam a desigualdade.

Ao mesmo tempo, enfrentamos o poder de persuasão dos grupos em ascensão tomando a posição de dissimular as problemáticas para encobrirem responsibilizações. Já que, os números apontam que a cada 5 segundos  uma criança morre de fome no mundo, muitos são convencidos pelo discurso de que a responsabilidade está interligada à disponibilidade de alimentos. Porém, o sociólogo e ex-relator especial para o Direito a Alimentação das Nações Unidas afirma que " não há escassez de alimentos. O problema é o acesso à alimentação. Portanto, quando uma criança morre de fome ela é assassinada". Desse modo, concluí-se que a falta de clareza nas causas da fome no mundo é um grande obstáculo.

Em suma,a desigual sociedade  entra em conflito por facilitar uma maior problematização das situações debatidas e dificultar  resoluções de fato. Portanto, a fim de educar o corpo social sobre suas práticas semeadoras das opressões, as instituições educativas deveriam promover projetos que instiguem desde a juventude, a busca por políticas propositivas por meio de debates e trabalhos voluntários. Outrossim, com o objetivo do fornecimento justo de alimentos e redução números que relacionam óbitos cruéis por fome mundialmente, o povo deve pressionar os poderes legislativos para retirarem leis que permitam a teorização dos alimentos.