Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 17/03/2021

No filme “O Poço”, retrata uma narrativa onde há pessoas em um nível mais alto com mesas fartas e outras em nível baixo sem ter que comer. Analogamente, essa é a realidade vivenciada por muitos cidadãos. Desse modo, entende-se a gravidade que há sobre o acesso desigual ao alimento, sendo que é necessário a todo ser humano. Ademais, esse é o cenário frequente que uma população tanto brasileira quanto mundial enfrenta. Nesse sentido, é de conhecimento geral que a fome e a desigualdade social estão atreladas no século XXI e faz-se essencial investigar quais são os causadores e as suas possíveis consequências.

Em primeira instância, é válido ressaltar que a produção mundial de alimentos é em grande escala e é bem maior que sua demanda. Nessa linha de raciocínio, de acordo com Rafael Iandoli, o “Mundo produz comida suficiente, mas a fome ainda é uma realidade ”. À vista disso, uma super produção de alimentos, mas sem a distribuição, infelizmente, contribui para a perda, visto que, são produtos perecíveis. Assim sendo, conforme a Organização para a Alimentação e Agricultura, “um terço de toda a comida produzida anualmente (em torno de 1,3 bilhões de toneladas) não é consumida”, ou seja, toda comida que foi descartada poderia servir para uma grande parcela da população.

Em segunda instância, cabe mencionar que a desigualdade social, ou melhor, a pobreza caminha junta com a fome, dessa maneira, um podendo ser a responsável pela outra. Além disso, em concordânia ao site Nexo, “A fome atinge principalmente as populações mais pobres, já que está relacionada às desigualdades econômicas e sociais nas mais diferentes escalas”. Assim, observa-se que há uma má distribuição de alimentos para a população mais pobre de todos os países, um exemplo é causa da morte de muitas crianças na África. “Na África Subsaariana, 1 em cada 13 crianças morreu antes do quinto aniversário; nos países de renda alta, esse número era de 1 em 185 ”, diz Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, cabe ao Poder Público implementar mais programas de distribuição de alimentos com toda a população tendo acesso, como Fome Zero, visando erradicar a fome e combater também com a pobreza, gerando mais oportunidades de emprego. Outrossim, é pertinente a realização de projetos ajudando pequenos agricultores a produzir. Do mesmo modo, é responsabilidade de toda a população obter uma dieta saudável e sustentável, sem haver desperdícios. Dessa forma, há esperanças de amenizar todos os efeitos dessa problemática.