Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 22/03/2021

A desigualdade social e a fome estão interligadas em qualquer século, mas principalmente no século 21 em que elas são ampliadas cada dia mais. É notável que é um problema grave e que deveria ter sido resolvido há tempos, mas por diversos motivos, como a negligência social, ele não só se mantém como se dilata em grande escala. Por ser um assunto de grande empresa, há obras do cinema e outros meios de entretenimento que reafirmam tal fato.

De acordo com o site G1.globo, no ano de 2020, “Em cinco anos, aumentou em cerca de 3 milhões o número de pessoas sem acesso regular à alimentação básica, chegando a, pelo menos, cerca de 10,3 milhões o contingente nesta situação ”. Como se esse fato não fosse assombroso o suficiente, a prefeitura de São Paulo investiu em " estruturas anti-moradores de rua ”o que deixou mais claro a negligência e desprezo vindos das classes mais altas da população brasileira.

O poço, filme estreado em 2019, trata sobre a desigualdade social entre as camadas socioeconômicas. O filme se passa em uma prisão vertical de 333 andares em que a cada 1 mês os prisioneiros são transferidos para celas diferentes e aleatórias. O fato mais chocante no filme é que, quanto mais longe do primeiro andar, menos comida é convidada, tendo alguns prisioneiros que apelar ao canibalismo. É importante ressaltar que, no elevador das comidas sempre há comida suficiente para todos os prisioneiros, o que deixa claro o egoísmo e egocentrismo humano. Um trecho muito marcante no filme é o que o prisioneiro explica que, quem está no andar de baixo não tem chance de subir e, quem está no andar de cima não deve olhar para os de baixo, como se fossem inferiores.

Assim como no filme “O poço”, na sociedade também há comida o suficiente para todos, mas enquanto uns passam fome, outros têm banquetes em suas refeições. É de extrema importância a conscientização social para esse problema, mas além de conscientizar, é necessário investir. O governo deve investir, por meio dos impostos, em pessoas em situação de rua, para que esse problema possa começar a ser solucionado e como gerações futuras não presenciem tal desigualdade. Como, por exemplo, investir em albergues, cestas básicas ou refeições práticas e saudáveis, reinserção na sociedade, campanhas de roupas e alimentos, entre outros.