Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 23/03/2021
Ao longo do tempo, a insegurança alimentar no Brasil havia deixado de ser um problema grave, e passou a ser apenas mais um problema que poderia ser resolvido com o tempo, com o percentual relativamente baixo. Mas, em 2014, esse percentual voltou a aumentar. Eventualmente, os preços dos alimentos aumentarão, e muitas pessoas passarão fome, consequentemente, uma desigualdade social se espalhará nas regiões tanto de extrema pobreza, quanto de extrema riqueza.
Dessa maneira, segundo estudos da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, 10,3 milhões de brasileiros passavam por estado de fome durante o levantamento de 2018, e ainda segundo o estudo, a porcentagem da população urbana que passam por esta situação é de 23,3%, quanto a população rural esse resultado multiplica, tendo um total de 40,1% da população que passam pela mesma situação. Logo, utilizando esse estudo como base, pode-se concluir que houve um grande aumento da insegurança alimentar, principalmente nas regiões rurais, onde o saneamento é mais baixo e as condições financeiras da sua população é, criticamente, baixo, muitas das vezes não tendo recursos para comprar o seu próprio alimento.
Contudo, o IBGE também destacou que nas regiões do Norte e Nordeste menos da metade dos domicílios tiveram acesso regular à alimentação, respectivamente, 43,7% e 49,7%. Já no Sudeste e no Centro-oeste esse número aumentou relativamente, passando para 68,8% e 64,8%, respectivamente. E no Sul o percentual subiu mais um pouco, com um pouco mais que 75%. Analisado esse levantamento, pode-se concluir que as regiões de maior pobreza, Norte e Nordeste, possui uma insegurança alimentar maior e as regiões de maior riqueza tendem a ter uma insegurança alimentar menor, e o fator tem mais influência nessa escala é o fator financeiro, ou seja, quanto menos dinheiro tiver menos comida poderá comprar, quanto mais dinheiro mais comida poderá comprar, trazendo a tona mais um problema muito comum na sociedade brasileira, a desigualdade social.
Logo, a fim de ter uma diminuição na taxa de insegurança alimentar ou fome, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Economia, juntamente com as distribuidoras de alimentos, podem, por meio de convenções e reuniões do estado, entrar em um consenso para que ao mesmo tempo que os preços dos alimentos diminuem, a economia não se desestabilize, e com os preços baixos acaba a desigualdade que se estabeleceu entre as classes.