Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 23/03/2021

A Revolução Industrial do século XIX marcou a transição da Idade Média para a Era Moderna, com isso, o modo de vida, as técnicas de trabalho e a ascensão da burguesia implicaram em uma nova organização social baseada na exploração do proletariado, refletindo-se  até os dias atuais em fome e na desigualdade social. Isso se deve,sobretudo, à desvalorização do setor terciário e à ineficiência de políticas públicas que garantam a equidade da população.

Diante desse contexto, o filósofo, Karl Marx, em seus estudos a respeito das relações sociais de produção, estabelece o conceito de Mais-Valia, que constitui-se da exploração da força produtiva da classe proletária que vende sua força de trabalho em troca da remuneração. Análogo a isso, atualmente, a desvalorização do setor terciário, exemplifica de forma nítida a tese proposta por Marx, já que, professores, mêcanicos, domésticos e outros, recebem menos que o teto mínimo em suas respectivas profissões em vários países, como Brasil e Argentina, segundo a Organização das Nações Unidas. Desse modo, impossibilita-se a distribuição igualitária da renda, assim, permite-se os altos índices de desigualdade social que afeta diretamente na vida dos indivíduos na falta de capital para a compra de alimentos e recursos.

Outrossim,Aristóteles, em sua obra litéraria, “Ética a Nicômanco”, diz que é dever da política garantir a felicidade de todo cidadão. Entretanto, quando respectivo ideal é posto em prática, está longe de obter êxito. Nessa perspectiva, nota-se a ineficiência de políticas públicas para garantir a equidade da população, em virtude do embargo sindical fixado em alguns países, como é o caso do Brasil, dado que, desde o getulhismo, as organizações sindicais dos trabalhadores são coibidas e controladas pelo governo. Logo, não cumprem sua real de intenção de promover a harmonia entre patrões e empregados, remetendo inumeras desigualdades, como a diferença salarial entre homens e mulheres .    Portando, diante da situação da Fome e desigualdade social no século XXI, cabe ao Poder Legislativo, órgão formulador das leis, a instituição de um regimento  de salários mínimos, com a fiscalização da folha salarial das empresas, quem monitore se o teto mínimo salarial de cada empregado está sendo respeitado de acordo com a profissão exercida e caso não esteja seja aplicada uma multa na empresa que for pega fora do padrão, no intuito de garantir a dignidade do trabalhador e a valorização do seu trabalho reduzindo as desigualdades e a falta de recursos. como também, é pertinente ao sindicatos trabalhalistas, uma maior desestatização, visando uma maior autonomia e o cumprimento da sua real função social.