Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/04/2021

A constituição Federal de 1988, prevê como direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a fome e desigualdade social no século XXI, dificultando, assim, a universalização desse direito social. Diante disso, urge uma análise dos fatores que favorecem esse quadro na contemporaneidade.

É relevante abordar, primeiramente, que um dos fatores para que esse problema continue é a ausência de medidas governamentais no combate à fome e desigualdade social. Tal fator é contraditório ao pensamento de Aristóteles, o qual afirmava que a política tem como função preservar a igualdade entre as pessoas de uma sociedade. Entretanto, essa insuficiência legislativa faz com que muitas famílias menos favorecidas se encontrem em condições extremas de subnutrição, como prova disso, a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe ( CEPAL) realizou uma pesquisa, revelando que 71 milhões de famílias estão em extremas condições de pobreza. Em suma, a falta de interferencia governamental é um obstáculo no combate à fome.

Ademais, outro agente que fomenta para que esse problema continue é a má distribuição de capital e consequentemente, de comida. Esse agente é visto no filme ‘‘O Poço’’, a trama se passa em um tipo de prisão vertical, o que pode ser compreendido como as diferentes camadas sociais, que ao chegar no topo, as pessoas possuem melhores condições alimentares, expondo a desigualdade entre eles. Fora do filme, essa é a realidade de muitos países, como o Brasil, que com a má distribuição de capital, faz com que o poder aquisitivo fique concentrado na mão de poucos e a outra parcela da população fique em desvantagem, promovendo a fome e a desigualdade social vigente no século XXI. Logo, é evidente que a insuficiência legislativa e a má divisão do capital influenciem nesse problema, sendo assim, é inadmissível que esse cenário continue de tal forma.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Nesse viés, às ONGs juntamente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de doações de alimentos, minimizem o problema da fome em todo território, devem também, orientar as famílias a exercerem agricultura familiar como uma forma de combate à fome. Além disso, esses mesmos órgãos tem de fazer campanhas, ora pelas redes sociais e em palestras, a fim de conscientizar a população sobre o problema da fome e de aumentar o número de doações. Somente assim, a Constituição Federal de 1988 seria exercida e todo brasileiro teria direito a alimentação, como previsto em lei e os números divulgados pelo CEPAL diminuiriam.