Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/05/2021

É de conhecimento geral que atualmente o Brasil retornou a fazer parte do mapa da fome, que todos os anos é divulgado pelo orgão da ONU, o FAO. No final do ano de 2020, o governo divulgou que existe aproxidamente 19 milhões de pessoas passando fome no cenário atual. Conforme diz o sociólogo Herbert de Souza, quem tem fome, tem pressa.

Em 2014 o Brasil saiu do mapa da fome pela primeira vez em anos, os indíces de pessoas que passavam por condições absurdas e desnutrição diminuiram. No entanto, em 2020, com a pandemia, os números cresceram muito mais, pois os números de pessoas desempregadas também aumentram e os preços de alimentos subiram gradativamente, com isso, algumas pessoas ficaram incapacitadas de nutrir sua fome. Porém, em 2020 o número de doações de alimentos da organização Ação e Cidadania bateu o recorde de todos os outros anos, pessoas com rendas maiores começaram a se comover e a doar o quanto podiam, quantidades significativas que fez toda a diferença.

Existem três graus de insegurança alimentar: leve, moderado e grave. Todavia, no Brasil só é considerado fome quando já está no grau grave, ou seja, pessoas que se alimentam uma vez por dia ou até mesmo pessoas que ficam sem comer um dia inteiro, uma realidade absurda. O número de pessoas que se encaixam em algum grau de insegurança já soma 117 milhões, segundo dados recentes.

Em virtude dos fatos mencionas deve-se entender que o governo precisa intervir nesse fato e falar sobre, seja em rede nacional, por meio da internet, televisão e até mesmo outdoors. Incentivar a população com renda maior a fazer cada vez mais doações, organizar campanhas de arrecadações e disponibilizar cestas básicas nas comunidades mais probres do Brasil. Para que só assim, o país tenha chance de sair do mapa da fome novamente e nutrir a população mais necessitada com o básico. Quem sabe assim a fome e a desigualdade sejam combatidas.