Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/06/2021

O filme “O menino que descobriu o vento”, estreado no ano de 2019, narra a história de William Kamkwamba, um jovem africano que viu sua aldeia ser devastada pela seca e pela fome. Em paralelo com a realidade, a sociedade do século XXI enfrenta grandes dilemas a respeito da fome e desigualdade social. Sendo assim, infere-se que essa problemática é resultante da má distribuição de recursos e do desmantelamento de políticas públicas que combatiam a situação. Logo, medidas são necessárias para resolução do impasse.

Em primeira instância, é relevante pontuar que a distribuição desigual de recursos acarreta o agravamento da situação. Assim, é analisado que a produção de alimentos aumentou, porém, o sistema não visa democratizar o acesso a alimentação. Exemplificando, o Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas, no ano de 2018, o país voltou a integrar o Mapa da Fome. Ainda, é notório que a fome é uma questão de desigualdade e carência de direitos básicos, onde o mercado só vende para quem tem poder compra. Nessa perspectiva, de acordo com o contratualista John Locke, para haver manutenção da igualdade na sociedade, todos os direitos dos cidadãos devem ser garantidos. Portanto, é preciso garantir a todos os direitos para diminuir a desigualdade e reverter o problema.

Ademais, observa-se que a extinção de políticas públicas que visam diminuir a fome e a desigualdade é um fator primordial. Então, durante o governo Temer, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que tinha foco no desenvolvimento da pequena e média agricultura familiar, foi desarticulado. Em consonância, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, (Consea), foi extinguido pelo governo Bolsonaro. Logo, o país que conta com milhões de famílias em situação de pobreza extrema, ainda sofre com a escassez de medidas que resolvam a situação. Por conseguinte, essa população fragilizada não recebe o amparo necessário e o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aumenta.

Em síntese, é imprescindível a formulação de medidas que visam diminuir a desigualdade e a fome no século XXI. Para tanto, o governo federal deve lançar o Plano Estratégico de Combate à Fome e Desigualdade. Esse irá focar na promoção da agricultura familiar, distribuição de alimentação escolar e desenvolvimento de restaurantes populares, além de aumentar o valor ofertado pelo programa Bolsa Família. Com o fito de democratizar o acesso a alimentação saudável e diminuir a desigualdade. Dessa maneira, o Brasil saíra novamente do mapa da fome e aumentará a renda da parcela mais pobre.