Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/06/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, garante a todos os indivíduos o direito à alimentação. Nesse sentido, a fome e a falta de alimentos para todos cidadãos impede que a população usufrua desse direito internacional, que consequentemente cria um ambiente propício a desigualdade social. Desse modo, observa-se um delicado problema que tem como causas a insuficiência legislativa e o individualismo.
Em primeiro plano, há a questão da insuficiência de leis, que influi decisivamente na consolidação do problema. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, os impactos da falta de alimentos, como a fome, desigualdade social e desnutrição, não encontram o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução do problema.
Ademais, o individualismo é um desafio presente na sociedade. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange à consciência social sobre os efeitos da fome. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si.
Destarte, torna-se indispensável a elaboração de medidas com o intuito de gerar políticas que amenizem o cenário da fome no Brasil. Portanto, o Governo Federal brasileiro deve, por meio de verbas públicas, criar programas de combate à fome, que forneçam alimentos à pessoas que enfrentam más condições de vida, bem como incentivar as pessoas que tem condições a doar cestas básicas à aquelas famílias que precisam, a fim de melhorar tal questão e diminuir a fome no país. Dessa forma, espera-se frear tal problemática.