Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/07/2021

“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”, está é uma frase do poeta Pablo Neruda. Tal frase pode ser atrelada ao ser humano em um geral, que, ao escolher, geralmente, o caminho que mais o beneficiaria, em vez do que todos se beneficiariam, acabou permitindo que uma das pandemias mais antiga da humanidade perdurasse até os dias de hoje, a pandemia da fome. Isso se deve, principalmente, por falta da capacidade governamental dos representantes políticos. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome. Nesse sentido, as consequências geradas pela fome são alarmantes, destruindo familias e até mesmo países. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o acesso a comida, o que infelizmente é evidente no país. Segundo a ONU, em 2020, cerca de 811 milhões de pessoas estavam em situação de fome e miséria.

Ademais, é fundamental apontar a extrema negligência das autoridades nacionais e internacionais em relação a fome, além da extrema centralização de riquezas, ambas sendo uma das principais impulsionadoras da fome no mundo. Segundo o site culinária cultura mix, em 2020, houve a produção de cerca de 5,2 bilhões de toneladas de comida. Diante de tal exposto percebe-se que tal quantidade seria mais que o suficiente para toda a humanidade, ainda com sobra. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que os representantes governamentais, por intermédio de ONGS e apoiadores globais, realizassem campanhas de arrecadação de comida tendo como objetivo doar para os necessitados.