Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/07/2021
Fome e desigualdade social no século XXI
O filme contemporâneo “O poço”, ao dramatizar o excesso de alimentos nos primeiros níveis e a escassez desses nas camadas mais profundas de uma prisão dividida verticalmente, retrata a desigualdade social que gera a fome. Analogamente, no que tange o combate às dificuldades do acesso à alimentos no Brasil, observa-se a influência das diferenças de classes, em consonância aos impactos do desperdício de comida na existência dessa problemática.
Durante o século XVIII, o padre Thomas Malthus, desenvolveu a teoria malthusiana afirmava que: a população europeia iria cessar pois, o alto aceleramento demográfico superaria a oferta de alimentos. Já no século XXI, o Brasil se encontra em décima posição no ranking dos países que mais desperdiçam alimentos no mundo. Articulando que, a fome se manifesta pelo furto da administração governamental.
Ademais, somado às diferenças econômicas, o desperdício contribui para esse cenário exponencialmente. Dados do IBGE mostram que mais de 20 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente no Brasil. Desse modo, pode-se analisar que as ações individuais também agravam a situação da fome, uma vez que o descarte desnecessário gera a necessidade de recompra, com isso a procura por produtos alimentícios aumenta e, outra vez, a oferta permanece baixa, elevando o preço da comida e diminuindo a possibilidade da população mais pobre de adquirir esse bem.
Diante disso, o desemprego e a obtenção de riquezas nas mãos dos ricos, como denuncia na obra Modernista “O Quinze” faz mister, esse Infortúnio seja radical. Por outro, lado cria-se uma sociedade capitalista como é defendida por Adam Smith, deixando-nos submissos altamente há um país individualista e de instância de vida social.
Entende-se, portanto, que as diferenças sociais e o desperdício de alimento corroboram para o aumento da fome no Brasil e no mundo. Para que os países diminuem os índices de desnutrição, emerge que a ONU, junto com o governo dos mesmos, por meio de verbas orçamentais, auxilie projetos de Organizações Não Governamentais - ONGs que visem elevar o número de pessoas com acesso à alimentação, construindo restaurantes populares e refeitórios com valores acessíveis. Para mais, urge que o Ministério da Cidadania, em conjunto aos canais midiáticos, por intermédio de comerciais televisivos e publicações nos sites oficiais do governo, conscientize a população, instruindo-a acerca das medidas necessárias para diminuir o descarte desnecessário, gerando uma maior acessibilidade aos alimentos.