Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/07/2021
A constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à alimentação. Entretanto na prática tal garantia é deturpada, visto que a fome e a desigualdade social no brasil continuam crescendo em pleno o século XXI. Esse cenário nefasto ocorre não só pela má distribuição de renda, mas também pelo desperdício demasiado de alimento. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
De acordo com um estudo publicado em 2016 pela FAO, organização da ONU que trata questões de agricultura e alimentação, o mundo produz alimento suficiente para os seus bilhões de habitantes, porém, a fome é agravada pela má distribuição desses produtos. No Brasil, por exemplo, onde a concentração de renda é acentuada, em um mesmo estado é possível encontrar de um lado crianças passando fome em favelas do Rio de Janeiro, e do outro, crianças podendo escolher em qual luxuoso restaurante vão querer jantar. É evidente que as políticas sociais não são abrangentes o suficiente para combater a fome no planeta, ainda mais quando visam aumentar a produção e não a distribuição, e acaba contribuindo com o desperdício.
De fato, a quantidade de alimento que é desperdiçado diariamente além de estar no local errado, pois poderia estar alimentando famílias, pode alterar o preço de vários produtos, as commodities, por exemplo, dificultando ainda mais o acesso de famílias com baixo poder aquisitivo à uma alimentação saudável. A falta de conscientização das pessoas em se preocupar com as consequências que o desperdício gera, a falta de comprometimento com a reciclagem orgânica, que pode ser revertida à alimentação de animais, por exemplo, são questões que precisam ser melhor trabalhadas.
Torna-se vigente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira é dever do governo federal, incentivar ações sociais vinculadas a ONGs de todo o país, por meio de campanhas na mídia, para incentivar a solidariedade através de doações e gradativamente acabar com esse problema que ainda no século XXI mata diariamente pessoas.